Por Raquel Cruz Xavier

17/10/2018

Futurecom 2018: A transformação das redes e os desafios de impactar clientes e captar novas fontes de receita

Futurecom 2018: transformación de las redes

O segundo dia do Futurecom 2018 abriu com um tema que tira o sono de muita gente: Transformação das Redes: O passo decisivo para impactar clientes e captar novas fontes de receitas.

A partir desse contexto, os participantes do painel apresentaram tanto perspectivas dos usuários finais como dos provedores, conferindo uma amostra desse ecossistema que abrange o universo de TI, IoT, integradores, Cloud e distribuição de internet 4G e, futuramente, 5G.

Wagner Ferreira, diretor da Conecta Planejamento e Serviços, foi o mediador do debate, dando a palavra inicial ao participante Walter Sanches, CIO da Termomecânica, que representa um importante nicho de mercado: a indústria.

“Nossa principal dificuldade na área de metalurgia é que precisamos crescer muito – não só geograficamente, como também em receita. Para isso, precisamos nos apropriar das tecnologias, seja Big Data, Inteligência Artificial, Indústria 4.0 e assim por diante”, conta ele.

Para Sanches, essa necessidade tecnológica se justifica na alta demanda de mercado, que escala em grande velocidade. “E não só de meu ramo, mas da indústria em geral”, afirma.

A solução a longo prazo foi, em sua empresa, optar pela virtualização de sistemas que exigiam mais confiabilidade, além de migrar todos os outros para a nuvem. Sempre com intercomunicação entre eles.

Por conta disso, Sanches enxerga que a necessidade da vez é ser “multi cloud”, como ele mesmo nomeia. “Isso significa ter uma rede resiliente, de preferência tudo disponível em wireless”, explica.

 

A Indústria 4.0 chegou para ficar

“Para ser veloz e criarmos soluções com os nossos serviços, precisamos de suporte para escalabilidade e infraestrutura em massa. E, quando digo isso, refiro-me à virtualização de infraestrutura integrada”, explana Marco Di Costanzo, diretor de Engenharia da TIM, quando questionado sobre o processo de transformações das Redes.

Ron Porter, NFV specialist da Amdocs, complementa que todas essas novas tecnologias precisam saber interagir e coexistir dentro das transformações.

“Se pensarmos no processo de tecnologia de nuvem, como se era anos atrás, muito avançou-se nesse aspecto e novas oportunidades surgiram com as mudanças”, completa.

 

A realidade virtual é atrelada a conexões e a infraestrutura

A partir desse gancho, discutiu-se a importância de prover serviços adequados, dinâmicos e que agreguem realmente valor ao dia a dia do cliente, sem pesar no custo.

Hector Silva, CTO and strategic sales leader for Latin America Ciena, falou sobre a carência de mais dinamismo no fornecimento de elementos virtuais por parte dos provedores.

Esses elementos são relacionados à conexão móvel 5G. “Essa conexão precisa se alimentar com base em um sistema de inteligência Analytics, em tempo real, para tomar ações mais assertivas e otimizadas. E, como terceiro elemento, a orquestração desse controle” finaliza.

O suporte ao cliente com o uso dessas tecnologias é outro entrave na visão de alguns empresários, no contexto de automação e inteligência artificial.

 

Competitividade

Lucas Vanagas, South America manager director da Infinera, atentou sobre a fase competitiva que as operadoras passam, nesse ramo de arquitetura de softwares, no qual a capilaridade da fibra é fundamental. “O que é positivo, já que só dessa maneira haverá conversão de resposta a necessidade”, conclui.

Em contrapartida, os palestrantes têm conhecimento nítido de que há muito trabalho pela frente, incluindo em mercados como Data Centers, fibra ótica e estrutura IP.

“O desafio é trazer essa capacidade para o usuário. Trazer inteligência e estratégia nesse investimento de rede. Saímos de um ambiente virtualizado para ir para outro, o “cloudificado””, explica Rodolfo Luiz Fiasco, executive solution sales manager da Huawei.

 

Como se preparar para as mudanças?

“O norte para tratar de tantas transformações digitais parte da observação contínua sobre o feedback do que se entrega ao usuário final”, opina Francisco de Paula, head of ICT Brazil da RedHat.

De acordo com o especialista, precisamos também adequar um modelo comercial que viabilize seu portfólio como padrões que habilitem novas ofertas. As operadoras forçaram ecossistemas trabalharem em parceria aí”, exemplifica Paula, quanto aos custos das tecnologias.

“Nós temos hoje um altíssimo nível de automação. Para que você consiga fazer a integração ao investimento do seu cliente precisa fazer jus àquela tecnologia. Acredito essa ser a principal contribuição que o open source pode trazer para esse universo”, justifica.

 

Serviço de qualidade

E, para finalizar, Walter Sanches responde à pergunta que todos buscam saber: o que ele espera como um serviço de qualidade?

A resposta é o mais objetiva possível: “Estamos nesse movimento de empurrar. Jogamos para dentro as clouds e os Data Centers. Mas existe a complexidade de deixar tudo isso simples. Por exemplo, ainda precisamos de cabos em nossas operações!”.

O sonho de consumo de Sanches é existir em um só equipamento uma rede confiável e que tire toda essa preocupação de gestão. Sem complexidades, custos altos e cabos.

“O sonho não está concluído, mas está endereçado. O primeiro passo foi deixar de vender analogicamente para digitalmente, depois veio a inteligência artificial, cada vez mais assertiva e acessível”, afirma Di Constanzo.

São muitos os desafios até esse céu de brigadeiro que sonhamos atingir. Diversos mercados trazem novas possibilidades, como o de agronegócios, com a aposta de crescimento na captura de imagens, por exemplo, mas há muitos passos nessa trajetória.

Contudo, 2018 foi um ano em que muito se avançou nesse objetivo. Diferentemente dos anteriores, estamos mais próximos agora dessa realidade virtual, de maneira mais sustentável e real.

 

Esse artigo faz parte da cobertura do Futurecom 2018! Fique por dentro dos principais temas abordados no evento sob a ótica da Khomp!

 

 

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